Quando meu filho tinha uns 2 anos, o que mais lhe chamava a atenção na Missa era o toque do sininho. Acho que a estridência ou a originalidade do som impunha certo respeito. Ele acabou aprendendo que eram três toques e ficava aguardando. Depois do último, considerava-se liberado para começar a perguntar: "falta muito prá acabar?"
Não tenho ideia se é um fenômeno generalizado, mas cada vez ouço menos tocarem o sininho. Sei que os inúmeros leitores desse blog estão ansiosos por um longo tratado sobre "a função capital do sino na liturgia ocidental" ou "o papel fundamental do toque do sino para o resgate do...", mas vou frustrá-los. Limito-me a uma singela enquete:
Por que não se toca o sininho em algumas Missas?
a) é um instrumento difícil de tocar
b) os inúmeros ministros no altar estão ocupados com outros afazeres e não sobra tempo para detalhes
c) impossibilidade física: não se encontra no mercado, muito caro, está quebrado, etc.
d) puro e simples desmazelo
e) foi desaconselhado por alguma norma eclesiástica e não estou sabendo
f) não é de bom tom no espírito litúrgico contemporâneo
g) a fada Sininho jogou o pó de pirlimpimpim e o sininho fez... puf!
Respostas aos cuidados deste blog. Aceito sugestões de eventuais alternativas omitidas.